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Assistentes Sociais levam novas perspectivas de vida à população pobre

 

Cerca de 95 mil assistentes sociais em todo o País, que comemoram seu dia em 15 de maio, atuam em diferentes áreas, públicas ou privadas, nas organizações da sociedade civil e nas políticas públicas. São profissionais afinados com a promoção de direitos e o desenvolvimento da participação cidadã. Em Nova Mutum, cidade a 260 km de Cuiabá, o assistente social Reginaldo Luiz de Oliveira coordena o Cras.

Alegria e orgulho. São estes os sentimentos que movem Janete Soares desde que começou a trabalhar como assistente social em Nova Monte Verde, município a 1.770 km de Cuiabá, em 2004. A então recém formada, vinda do interior de São Paulo, teve a oportunidade de atuar em várias atividades oferecidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) – equipamento público coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) -, como a busca ativa, a revisão do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e, principalmente, o contato permanente com famílias em situação de vulnerabilidade social.

“Tenho a honra de ser uma assistente social e de ter trabalhado na ponta, caminhado a pé no meio do mato para encontrar as pessoas, vivendo a realidade local. Passei por todas as etapas necessárias para adquirir experiência e pude me aprimorar. Hoje, contribuo com a construção da política municipal dentro dos parâmetros do Sistema Único de Assistência Social (Suas)”, afirmou. Atualmente, ela é assessora técnica da Secretaria Municipal de Assistência Social de Nova Mutum, cidade a 260 km de Cuiabá.

“Eu amo a minha profissão”. A revelação é do assistente social Reginaldo Luiz de Oliveira, coordenador do Cras da cidade. Reginaldo começou trabalhando na Proteção Social Especial e hoje está na Básica. Aprender cada vez mais é o grande objetivo desse também paulista de Barretos.

“Sempre me identifiquei muito com a área que busca contribuir para a efetivação de direitos e para que as pessoas conquistem o que é delas”, enfatizou Reginaldo. O assistente social avalia que ainda há preconceito em relação à profissão. “Há pessoas que acham que o assistente social é uma moça boazinha que dá cesta básica”, disse.

Dificuldade – Para a secretária Nacional de Assistência Social do MDS, Denise Colin, o preconceito é realmente o principal desafio a ser enfrentado. “A grande dificuldade do profissional ainda é a ausência de reconhecimento de suas atribuições. Para a sociedade em geral, o assistente social é uma pessoa de boa vontade que quer ajudar os mais desprovidos”, reforçou a secretária. De acordo com ela, contudo, a população, com o decorrer dos anos, está mudando esse conceito, em especial no tocante aos usuários, gestores, dirigentes de entidades, conselheiros e profissionais de outras políticas públicas, que acompanham mais de perto o avanço da intervenção dos assistentes sociais nas diferentes áreas.

Denise destacou, ainda, a qualidade do amplo trabalho desenvolvido por esses profissionais. “O assistente social atua nas mais diversas áreas, sejam públicas ou privadas, nas organizações da sociedade civil, nas políticas públicas de educação, saúde, habitação, assistência social, cultura, segurança alimentar e nutricional e vem cada vez mais ocupando estes espaços. É um profissional bastante afinado com todas essas áreas, na medida em que tem, como indicação de seu Código de Ética Profissional, a promoção de direitos, o desenvolvimento da participação cidadã, a viabilização do acesso a bens e serviços, entre outros ”.

Suas – Denise, Janete, Reginaldo e cerca de 95 mil assistentes sociais de todo o País comemoram seu dia no domingo, 15 de maio, com a certeza que exercem a difícil tarefa de levar à população novas perspectivas de vida. Atualmente, a área de assistência social conta com outros profissionais já que todos que atuam nesse campo são considerados trabalhadores do Suas.

O Suas é o resultado de anos de luta da categoria e das organizações socioassistenciais pela implementação dos artigos 203 e 204 da Constituição Federal de 1988, que estabelecem que a assistência social será prestada “a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social”.

História – Executada durante muitos anos por entidades beneficentes, a Assistência Social, após a Constituição de 88, ganha status de política pública. Cinco anos após a promulgação da nova Carta é que foi possível aprovar a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), determinando que a assistência social integra a seguridade social, junto com a saúde e a previdência. Traduzir esta política em ações só foi possível com a implementação do Suas no Brasil.

No final de 2011 será realizada, em Brasília, a VIII Conferência Nacional de Assistência Social com o tema Consolidar o Suas e valorizar seus trabalhadores. O objetivo da conferência é avaliar a situação atual da assistência social no Brasil e propor novas diretrizes para seu aperfeiçoamento. O evento tratará, também, dos avanços na consolidação do sistema, com a valorização dos trabalhadores e a qualificação da gestão, dos serviços, programas, projetos e benefícios.

“O assistente social sempre foi um profissional que atuou e militou na área, construindo ao longo desses anos o direito à Política Nacional de Assistência Social na Constituição Federal, na Lei Orgânica e, agora, na implantação do Suas”,avalia Denise Colin.

Fonte: ASCOM / MDS

 

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