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Só em 2016, projeto capacitou quase mil mulheres em Palmas

As mulheres têm quebrado paradigmas, enfrentado preconceitos e conquistado espaços na sociedade, mercado de trabalho, política e inúmeros cenários, mas para muitas delas ser mãe e acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos continua sendo seu principal papel. Para apoiar essas guerreiras promovendo a elas uma alternativa de renda, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e da Assistência Social (Setas) criou o Projeto Acreditando e Apoiando às Famílias Tocantinenses (Aafeto).

Apesar de ter sua proposta inicial ampliada e hoje atender pessoas de todas as idades e sexos, a Aafeto começou com o objetivo de incentivar as mulheres palmenses a desenvolverem sua criatividade com atividades artesanais como bordados, pinturas, corte e costura, além de cursos na área da beleza.

afetoSomente em 2016, o Projeto capacitou 806 pessoas. Para além dos cursos ofertados, em 2017, a AAFETO começou com novidades como o curso de Fibras Vegetais que trabalha elementos naturais a exemplo de palhas, cipós e caules de árvores. Para a artesã, Waldiane Martins Silva, a Aafeto foi um grande incentivo para abraçar sua nova profissão. Sua segunda filha, hoje com três anos, sofre de problemas respiratórios e para cuidar mais de perto da menina Waldiane abriu mão de trabalhar fora, e decidiu com o apoio da Aafeto investir no patchwork.

Atualmente ela produz kit bebê, cadernos decorados, bolsas, entre outras peças. “Muito do que sei sobre costura e artesanato em geral devo a Aafeto. São dessas técnicas que consigo minha renda”, declara a artesã. Quem também percebe no artesanato a oportunidade de estar mais perto das filhas é a auxiliar de serviços gerais, Doralice Bonfim. Ela trabalha a noite em um restaurante de Palmas e durante o dia faz chinelos bordados, panos de prato, bijuterias e outros produtos para complementar a renda familiar e envolver as filhas em atividades saudáveis.

“Sempre faço os cursos da Aafeto e incentivo as minhas filhas a também fazerem, porque elas aprendem um ofício, podem ganhar o próprio dinheiro e não precisam ficar na rua”. Explica a mãe. Doralice é mãe de Claralice Bonfim, 16 anos e Clarice Bonfim, 14, ambas alunas do curso de Fibras Vegetais oferecidos no núcleo da Aafeto, localizado no Aureny III em Palmas. Clarice sempre gostou dos artesanatos em Capim Dourado e quando soube que a técnica seria ensinada na Aafeto com outros tipos de materiais não perdeu a oportunidade.

“Acho importante ter um trabalho principalmente quando é algo que a gente gosta de fazer. Lá em casa todo mundo gosta”, diz a adolescente. As pessoas citadas são exemplo de uma realidade das mulheres contemporâneas. “Como Estado, estamos potencializando o valor que cada mulher tem. Mostrando a elas uma nova perspectiva de vida, de geração de emprego e renda. O reflexo desse esforço pode ser percebido por esses casos”, disse a secretária do Trabalho e Assistência Social, Patrícia do Amaral.

 

da Ascom/Setas