Cooperativa do Rede Solidária vai estimular autonomia em comunidades carentes

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Mais do que prestar assistência a comunidades carentes da Capital, o programa Rede Solidária, do Governo do Estado, tem dado às famílias opções de geração alternativa de renda. Na manhã desta terça-feira (27.2), a unidade I, localizada no bairro Dom Antônio Barbosa, inaugurou a cooperativa que irá organizar o plantio e a comercialização da horta comunitária cultivada no local.

Horta cultivada no Rede Solidária é usada na alimentação dos beneficiados pelo programa.

Somente na unidade do Dom Antônio Barbosa são atendidas 750 pessoas. No local, o Governo oferece cursos profissionalizantes por meio de parceria com o Senai, além de aulas de violão, karatê e diversas outras modalidades, além do cultivo da horta comunitária. “Dentre tantas ações e atividades oferecidas aqui, a horta e a cooperativa vêm complementar o trabalho que cada dia alcança mais uma parcela da população”, declarou a secretária de Estado de Assistência Social, Elisa Nobre.

Presente no evento e idealizadora do programa, a vice-governadora, Rose Modesto, destacou a importância da comunidade organizada em torno de objetivos comuns e que beneficiam a todos. “Isso é resultado não só da vontade e esforço do Governo do Estado, mas de toda a comunidade envolvida para que dê certo”, declarou.

Ela lembrou que desde o início a proposta do Rede Solidária é desenvolver as aptidões da comunidade, com cada um contribuindo com aquilo que pode. “Assim, independentemente do tempo, vocês conseguirão dar sequência nesse trabalho, ajudando a transformar toda essa região. Tenho certeza de que a gente ainda vai ouvir falar muito dessa cooperativa”, disse a vice-governadora.

Cultivo e venda

A horta comunitária do Rede Solidária I já funciona há cerca de dois anos com crianças e adolescentes, explica a coordenadora do programa, Marta Helena Ferreira Andrade. “É uma oportunidade de as crianças terem contato com uma alimentação mais saudável”, conta. Agora, com o projeto de cooperativa o trabalho irá se estender às famílias dos beneficiados, incluindo não somente moradores do Dom Antônio, mas do Cidade de Deus, Parque do Sol e de toda a região.

“Os pais interessados já deram os nomes e irão receber capacitação teórica e depois aprenderão na prática. A ideia é que todo mundo tenha também sua horta em casa, daremos apoio técnico, adubo e mudas”, disse.

Há dois anos, cultivo da horta comunitária ensina crianças e adolescentes a ter alimentação saudável; agora, projeto irá incluir práticas de cooperativismo.

Técnico agropecuário, Erivelton Rocha, é um dos profissionais que dará treinamento sobre o cultivo de hortaliças. “A princípio vamos capacitar os alunos da região que já estão cadastrados e selecionar aqueles que querem seguir em frente com a horticultura como atividade, para dar início à cooperativa”, detalhou. “Teremos turmas tanto para aqueles que querem produzir somente para o consumo da família quando os que seguirão no projeto de comercialização”, ressaltou. Conforme Erivelton, toda a produção será orgânica, sem o uso de inseticidas.

Entusiasmo

Ana Paula fala do entusiasmo do filho de nove anos com o cultivo da terra.

Aos nove anos, Eder Miguel Vasconcelos Gonçalves é um dos alunos que tem aprendido a cultivar hortaliças. “Eu tirei os matos, reguei a terra, ajudei a plantar. É demais, muito legal”, disse entusiasmado. “Ele se empolgou bastante, é importante saber de onde sai o alimento, tendo cuidado eles dão mais valor”, conta a mãe, Ana Paula Vasconcelos, de 30 anos.

Ela revela que as atividades oferecidas no Rede têm mudado a rotina do filho, que antes não tinha opções de lazer no bairro e passava o período livre da escola assistindo tv. “Hoje ele faz karatê, aula de violão, participa do time de futebol e já me pediu para fazer uma horta em casa”, comemora.

Com os três filhos – de 5, 7 e 10 anos – inscritos no Rede, a dona de casa Diana Perez Roman, de 33 anos, avalia os benefícios na rotina deles. “Com a horta, além do contato com a terra, eles aprendem a dividir. Acho importante eles cultivarem e verem o produto na mesa deles mesmos. Aprendem a fazer algo por eles e também pelos outros”, ressaltou.

Danúbia Burema – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)/Fotos: Edemir Rodrigues / Ana Paula Oliveira

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